Blog do KinG: Momentos de inspiração
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Poema sobre o amor

Imagino que mais de 90% de tudo que tem escrito aqui no Blog tenha vindo dos meus dedos.

Quando há algo que não tenha sido da minha autoria, eu faço o devido destaque.

Ouvi esse poema, procurei as fontes, mas não tenho certeza da origem.

De qualquer forma, é preciso deixar o registro dessa maravilhosa passagem pela área do amor.

Do amor verdadeiro.

Do amor que é fogo que arde sem se ver. Que é ferida que dói e não se sente.  Que é um contentamento descontente...

Você entendeu. Hihi!

Bom, pra se ser feliz com alguém, é preciso ser feliz consigo mesmo. 

Então na busca do amor pleno, vamos tentar nos amar.




"Eu estou sozinho, ninguém pode viver por mim. Você está sozinha, ninguém pode viver por você. Mas, o amor pode nos salvar disso, porque dentro da minha solitude a tua presença e a tua existência me tornam maior, mais alegre, mais potente, mais feliz.


E quando a solidão surge, porque ela é inevitável, mesmo para quem encontra conforto na solitude, às vezes vem a solidão. E quando ela surge, quando eu olho pra dentro de mim e me encontro perdido, a tua presença e a tua existência me protegem das angústias e me dão forças para encarar as angústias da existência com mais alegria, com menos tristeza, com mais força, com menos dor, com mais coragem.


Não porque nós somos metades, mas porque nós somos maiores juntos. Tua presença e a tua existência me tornam maior, me tornam melhor em mim mesmo. Tua presença e a tua existência são tão poderosas, ao ponto de tornar as angústias da minha solidão suportáveis e quem sabe até insignificantes.


E se, um dia, você for embora eu ficarei triste, claro, por não ter você por perto, mas eu também ficarei sereno e tranquilo, porque eu sei que graças à sua presença e à sua existência, eu me tornei alguém melhor.


Porque toda vez que eu me lembrar de você, junto com a saudade, virá também alegria e gratidão, por ter tido o privilégio de ter a minha solidão protegida por alguém tão grandioso, como você.


Pena que não durou mais, mas se é longe de mim que agora a tua solidão está mais protegida, que a tua existência está mais plena, que a tua vida é mais potente e alegre, então, só me resta respeitar e tentar me alegrar por saber que você está melhor. Porque você não é uma extensão de mim, você não é minha metade, você é você, inteira! E quanto mais inteira, quanto mais plena, quanto mais potente e grandiosa em si mesma você estiver, mais feliz eu também estarei, mesmo longe."

Se7e do Se7e 2022

Ahhhhhh!, o número Se7e. 

Se eu não te conhecesse há tanto tempo, diria que é uma perseguição.

Por que essa ligação comigo é tão forte? Qual a razão pra seres tão próximo? O que tu tens comigo?

Quero entender. 
Quero deixar de lado a mística. 
Quero andar lado a lado contigo.

Se no ano há, no mínimo, 12 encontros contigo, PORQUÊ, LOGO NO ÚNICO DIA SINGULAR, TU ME ARREBATAS DESSA MANEIRA?!

Ainda não sei, mas não é de hoje.

De qualquer forma, o dia 7/7/2022 será eternamente especial.

Será o dia mais importante do ano! 

Se7e do Se7e.




O dia que, finalmente, esteves em meus braços.

Seu corpo pequeno ao meu lado, seu sorriso tímido no escuro, seu cheiro grudado em meu colchão, sua forma de demonstrar carinho, seu toque suave em meu rosto, seu jeito de colocar o travesseiro debaixo da cabeça pra repousar, o teu calor na minha cama, tua respiração baixinha que fiquei horas sentindo lentamente com medo de dormir e achar que estava em um sonho, reverberando junto sentindo tua alta temperatura junto a mim...

Cada detalhe!

Cada nuance!

Cada movimento!

Teu aroma, teu toque, teu gosto...

Seus pelos, seus sinais, seus centímetros... 

Cada ínfimo acontecimento. 
Cada específica alteração. 
Cada batida de coração. 

Aqui, nesse exato instante, sem ti, sem você, sem ninguém, o quarto parece tão frio, tão escuro, tão mau! 

E olha que eu amo o número Se7e. 

Contudo, estou aprendendo que nem tudo são flores. 
Nem tudo é como um conto de fadas. 
Nem tudo é como uma pessoa diminuta que queiramos chamar de MINHA!

E tudo aconteceu no dia Se7e! 

Logo no dia Se7e.

Do Se7e.

As vezes ainda acredito em coincidência.

As vezes sei da força do destino.

As vezes entendo que o acaso esteja influenciando na jornada da vida. 

Porém, as vezes, principalmente quando o Se7e está presente, vejo que 1,59m, ou 1,60m de altura (sempre arredondando pra mais) ocupa muito mais espaço num coração puro do que eu julgaria ser suficiente.

... 

Ah!, o dia Se7e... 

Lua distante

Você...

Por enquanto sempre você...

--

Alice acordou, me deu um beijo e abriu a janela.

Perguntou empolgada: "Papai, você viu a lua?!"


Eu: "Vi sim, amor."

Ela: "Você viu como tá grandona?! Ela tá linda!"

Eu: "Vi sim, amor. Vi sim."

Ela: "Papai, por que não me falou nada?!"

Eu: "Porque a lua tem mais segredos do que a Branca de Neve poderia contar."

Ela: "Mas a Branca de Neve fala com a lua também?!"

Eu: "Acho que não, amor. Só com os animais mesmo."

Ela: "Então o que tem a ver ela estar grande e ter segredos?!"

Eu: "Porque ela linda e grande, assim me lembra alguém. E esse alguém tem um grande poder. Tão grande como falar com os animaizinhos, como a Branca de Neve."

Ela: "Ah! Eu quero ser igual a Branca de Neve e falar com a lua."

Eu: "Fala, amor. Fala com a lua."

Ela: "Ela tá longe, né?!"

Eu com olhar distante: "É... Muito longe."

Ela: "Mas a gente pode ter a Branca de Neve pertinho. É só fingir que nossos amigos são os anões."

Eu: "Sim, mas pra nem tudo a gente pode fingir sobre as coisas".

Ela: "Faltam alguns meses pro dia das crianças. Eu queria conhecer a sua Branca de Neve."

Eu: "Amor, minha Branca de Neve não fala com anões, não tem príncipe encantando só faz a lua ser bonita mesmo."

Alice: "Então é por isso que a lua está tão bonita."

Tive que concordar com ela.

--

Fechei a janela e coloquei-a pra dormir.

Ela dormiu.

Eu quase.

Mas ainda... penso na lua.

E no que você me disse.

Dificilmente terei retorno quanto a isso.

De qualquer forma a lua, realmente, faz referência às pessoas bonitas.

Memórias

"O ar era úmido, denso, pesado.

Estava muito escuro para distinguir tudo ao primeiro olhar.

Enormes estantes iam do chão até onde a vista alcançava. Tantas quanto conseguia contar. Se perdiam num emaranhado de prateleiras e gavetas.

Recordava-se vagamente do local, mas ao andar por entre os corredores pouco iluminados reconheceu onde estava: dentro da sua própria cabeça.

Caminhando lentamente absorvendo a informação, lembra o que significa aquele local.

"Não estou só dentro da minha cabeça. Estou no local das minhas memórias."

Olhando mais atenciosamente começa a distinguir esferas dispostas por todas as partes. 

Cada uma com uma luz leitosa dentro espiralando tranquilamente.

"Por que estou aqui?"

Aproxima a mão da esfera mais rente a si e uma alegria súbita invade seu ser antes de entender o que continha naquele círculo brilhoso parado à frente.

Um mar se abriu! Calor, cheiro de sal, areia em seus pés!


Remove a mão rapidamente com o coração saltando. 

Não lembrava que ir à praia trazia uma sensação tão forte de felicidade.

Curioso, avança a mão até, finalmente, encostar no globo.

"Vem! Corre! Você não me pega!"

Tinha 4 anos, corria desesperadamente atrás de um colega que tinha feito há poucos segundos enquanto brincavam de castelo de areia quando uma onda desajeitada derrubou as torres da guarita.

O mar estava calmo, andorinhas voavam baixo. Se viu correndo. E correu. Correu sorrindo. Correu com o peito cheio de ar marinho. Correu, correu e correu.

Soltando a mão da clara esfera em azul, lágrimas chegaram aos seus olhos. Uma energia em seu peito trouxe uma sensação de nostalgia estupenda.

Quando pensou em voltar algumas décadas no tempo novamente, sua visão periférica mostra uma luz vermelha à direita de onde estava.

Uma esfera, semelhante a que acabou de levá-lo à praia brilhando com um intenso tom rubro.

Caminha até lá rapidamente sem prestar atenção aos outros círculos ali dispostos.

Essa parecia mais viva que as demais. Era um vermelho forte, intenso, como fogo!


Intrigado, aproxima-se e estica sua mão para ela.

Frações de segundos após a aproximação, veio a sensação.

Uma dor lancinante envolve seu peito, seu coração, sua razão.

Um borrão de imagens corre por sua vista tão rápido quanto a adrenalina corre por suas veias e tudo, enfim, se torna claro.

Um grande sofá cinza se materializa. Dois corpos estavam ali dispostos deitados, próximos um ao outro.

Tão próximos quanto a física permite.

Ela era pequena, branquinha, cabelos pretos longos, nariz afilado, boca diminuta, delicada, cheirosa, risonha.

As sobrancelhas eram bem feitas, mesmo sem maquiagem, seus lábios estavam avermelhados, sua face tinha cor. Era muito bela!

Ele ali se sentia seguro, nos braços dela. Ela estava com uma roupa leve, de um algodão macio. Tinha um perfume suave, doce. Sentia o corpo flutuando a cada suspiro lento com ela em seu peito.

Um televisor passava um filme prestigiado. A trilha era calma, ritmada, amorosa. Ecoava pelo cômodo e chegavam aos seus ouvidos tão audível quanto as batidas dos corações dos dois que reverberavam de forma síncrona. 

Consegue ouvir uma pergunta sendo cantarolada: ♪ Tell me something, girl! 
Are you happy in this modern world? Or do you need more? ♫

Apesar de clássico, ele nunca tinha assistido o longa. Tentava prestar atenção a cada detalhe, mas a concorrência era forte.

O sorriso dela ressoava de maneira clara, meiga, acalentadora.

Seu cabelo solto, liso, fino grudava em sua face.

Seus dedos se entrelaçavam numa mescla de carinho e respeito.

As mãos em seu peito.

Um olhar quente, olhos castanhos penetrantes, tímidos, famintos sorriam de volta.

Contemplando aquele olhar encabulado, conseguiu prever os próximos passos.

Ela posicionou o cabelo de maneira desajeitada atrás da orelha, escondeu o sorriso acanhado, as maçãs do rosto róseas e perguntou finalmente após um pigarro pra limpar a garganta: "O que foi?!"

Com olhos brilhando e um notável tom de nervosismo na fala, ele se pegou pronunciando alto: "Não foi nada. É que você é muito linda!"

O coração aos saltos e a respiração dificultosa o fez voar de volta com todas as sensações de cheiros, sons, luzes misturando e fundindo-se em sua mente.

Quando acordou não sabia bem se tinha dito de maneira límpida, se era coisa da sua cabeça ou se a esfera da memória o tinha pregado uma peça.

A única coisa que sabia é que aquela memória ainda estava muito viva.

E muito doída."

Dia das Mães - 2022

Mãe...

Desde antes de nascer, você já cuidava de mim.
Hoje eu nem o que eu seria sem ti.

Quando maio chega, meu coração festeja.

Não que por ti eu seja grato apenas por um mês.
É que posso explodir de #amor todo de uma vez.

Gosto de dizer que mãe é uma função vitalícia.
Porém, com gratidão e carinho se torna uma delícia.

Mãe é significado de carinho, cuidado e amor.
Com ela ao meu lado até esqueço o que é dor.

Mãe, encontrei uma forma de dizer em poucas palavras que te amo.
E diariamente reforço: Você não é só minha mãe um dia no ano.

As rimas são simples, foram digitadas há pouco, mas foram de coração.
Se eu pudesse te dar alguma coisa, queria te dar todo o meu mundão.

Uma flor, um chocolate ou um abraço nunca pagarão todo o meu dever.
Mas uma coisa te garanto, seria um enorme martírio viver sem você.

Feliz dia das mães.
Não só antes, depois ou agora.

Mas hoje, todo momento, toda hora.

Te amo! ♥






#ForçaFlamengo

O futebol não é só o esporte mais popular no seu bairro, na sua escola, no seu país. É em todo o globo. 
A redonda, seja ela de couro sintético, seja de um conjunto de trapos rasgados, gera milhões de cifras, milhões de partidas, milhões de emoções. Porém, antes de tudo, gera milhões de sonhos. 



Hoje o dia é de luto. Sonhos foram arrancados dos corações de jovens quando estavam tão próximos de concretizá-los. Um incêndio os arrebatou para perto do Pai. 

Sou completamente apaixonado por esportes. Envolvo-me mesmo. Não consigo me sentir inatingível quando acontece algo do tipo. 
O que aconteceu há pouco no Rio me fez lembrar a tragédia com a Chapecoense. 


Não é só futebol.  
São vidas, sorrisos, sonhos. 
Não consigo me sentir isento de emoção ao usar de empatia com os envolvidos. As famílias de luto, os amigos perdidos, as histórias interrompidas. 
Penso que não poderão mais voltar pra família, rir de uma piada, correr atrás da bola com vontade, comemorar cada conquista... 
Eram jovens, crianças, filhos, amigos. 


Não é só futebol. Nunca será apenas futebol. 
De todos que poderia acontecer, aconteceu com o Flamengo. Logo o Flamengo. 
O Flamengo que tanto amo, tanto traz pra mim, tanto me engloba. 
Estou triste. 
Meus sinceros sentimentos aos envolvidos. Que cada mãe sinta-se abraçada por mim e cada amigo sinta um aperto de mão caloroso de um flamenguista que escreve de longe, mas com afeto. 
Com licença do time rubro-negro, hoje o Flamengo está apenas com uma cor.  
O negro do luto.

Wimbledon 2018

Há semanas, quando a possibilidade começou passar de ínfimos pontos percentuais, só uma música (uma das minhas favoritas), vinha à cabeça: "Foram-se os dias, manhãs, tardes e noites a esperar". Porque esperei. E esperei muito!

Em meio à críticas, questionamentos e dúvidas. Muitas dessas totalmente destrutivas.

Lia e ouvia algo bem doloroso: "Lixo!", "Está na hora de se aposentar!", "Esse já deu o que tinha que dar!", "Agora só falta enterrar!". E isso me doía. Me machucava de uma maneira que as palavras não serão capazes de reproduzir. 
Se é tão ruim, por que a destaco? Porque é preciso entender o que é superação!

Dores, cirurgias, recuperações, críticas, mudança total de comissão, questionamentos internos, falta de confiança... Isso tudo não foi suficiente para nos afastar de você, Novak. Pelo contrário!

Hoje, enquanto todos falavam da final da Copa do Mundo, eu só pensava em uma coisa: Wimbledon.

Não consegui dormi, sonhei com o título, sonhei conversando com Nole.

Ansioso levantei.

Durante o jogo, roí o resto dos poucos pontos de unha que me restavam.

A final em si não foi o que a maioria consideraria uma final de Wimbledon. Mas eu, mesmo fazendo parte do todo, não penso como tal. Eu queria o título, o tetra, a consagração. E ela veio.

Veio com um sorriso de Novak e um berro engasgado há mais de 2 anos. Um grito que fala pros críticos virem. E virem com força! Porque, mesmo com todos os julgamentos e palavras destrutivas para o sérvio, mesmo com tudo contra e só uma pessoa distante, num estado pequeno de uma região esturricada de um país tropical, eu não o abandonarei.

Nem antes, nem agora, nem nunca. Porque, me desculpe o Flamengo: Uma vez Novak Djokovic, sempre Novak Djokovic.

Parabéns, campeão.


Fim da Copa do Mundo 2018

49:57 minutos.

Eu vestido com camisa, bandeira e chapéu do Brasil. Gritando, incentivando, usando toda energia e fé que possuía no momento.

O Brasil estava sendo eliminado. Ninguém mais tinha esperança. Mas eu tinha!

Não por mim, mas por duas pessoas das quais fiz acreditar que o impossível é real!

Um fio de nada que ainda me fazia crer no inacreditável. Mesmo que a mente berrasse que não dava, não queria acreditar. Porém veio.

Acabou o jogo.

Meus filhos olhavam pra mim esperando uma reação. Uma das mais belas e empolgantes existentes. Só que não houve. Não tinha energia.

Abaixei a cabeça e chorei. Chorei de maneira discreta. Singelo. Como um duque.

Só que Alice cometeu o equívoco de me abraçar. Aí já era.

Chorei! Chorei muito! Como um bebê.

E por quê?! Porque a copa não era minha. Não a detinha. Não a possuía.
Mimos comprados, hino aprendido, expectativa criada e ela não veio.

E chorei.

Eu que fiz questão de dizer pra eles de maneira lúdica o que aquilo poderia representar, a potencialidade que tudo aquilo tinha e agora não a temos... Foi difícil. E chorei mais.
Porém, como tenho que ser um bom pai, tive que me conter.

Me levantei, enxuguei as lágrimas, expliquei que em 4 anos nós iríamos lutar de novo e que papai estaria treinando pra mais uma batalha.

Foi aí que eu o vi.

Uma oportunidade de dar esperança!

Não que seja uma figura nossa. Mas eles o veem como grande herói.

Menor que papai, é claro.

Mas a foto com o Homem-Aranha me faz crer que, para meus filhos, a copa é para super-heróis.

Em 4 anos tiramos a dúvida.

Até lá, deixemos eles brincando de serem felizes.

Eu também tento.

E enquanto eles sorrirem, eu serei.


Meus erros e meus acertos

Não é porque sou homem que não posso chorar.

Não é porque não tenho preconceito com gays ou lésbicas que sou homossexual.

Não é porque rejeito o que você quer que sou careta.

Não é porque tenho amigos que precisam se esconder atrás de produtos ilícitos que sou um drogado. Quem REALMENTE me conhece sabe bem disso.

Não é porque gosto de acordar tarde nos finais de semana que sou um desocupado. Só Deus sabe a carga de responsabilidades e stress durante os dias úteis que me fazem acordar às 04:47h e só me dá oportunidade de ir repousar às 23:13h.

Não é porque converso com várias pessoas do sexo feminino que sou um cafajeste.

Não é porque tenho vários amigos que não posso me sentir sozinho.

Não é porque sou fiel a Deus que não posso me sentir perdido.

Não é porque contagio felicidade que não posso me sentir triste.

Não é porque você está lendo esse desabafo que preciso enviar indiretas pra alguém. Apenas estou demostrando que estou cansado de ser taxado do que não sou.

Não sou vagabundo, não sou galinha, não sou drogado, não sou arrogante, não sou nada.

Sou apenas um qualquer que tenta seguir sua vida sem ter que entrar ou corroborar com os padrões da sociedade moderna.

Se eu tiver de acordar tarde aos finais de semana, que me deixem dormir até quando achar que é necessário.

Se eu tiver que passar horas conversando com alguém vazio, fútil, que me deixem descobrir que aquela pessoa não me acrescentará nada.

Se eu tiver que ver mais amigos perdidos pelas armadilhas do mal do século, que eu continue enxergando que não preciso disso pra mascarar minha infelicidade.

Se eu tiver de me sentir perdido, que me deixem ouvir Deus falar comigo de dentro pra fora. Deixem que minha fé mova montanhas.

Agora não me taxem do que não sou.
Tenho meus defeitos, você tem os seus. A diferença é que você nunca me ouviu (nem ouvirá) proferir palavras que te façam desacreditar em você mesmo. Nem questionar o seu correto ou o seu errado.

Não me digam o que sou ou o que deixo de ser.

As minhas responsabilidades são minhas. Os meus defeitos são falhas inerentes à minha pessoa. As minhas qualidades você também pode usufruir, mas elas são minhas e de mais ninguém.

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Nunca fugi ou escondi minhas obrigações. Talvez a maneira que queira executá-las não seja a que você considere hábil. Porém, não cabe a você, nem a ninguém, mensurar se o que eu faço ou deixo de fazer é coerente.

Cabe a você entender ou tentar (espero que ao menos tente) entender que eu não sou a melhor pessoa do planeta. Nem que eu quero demostrar uma perfeição irreal. Nem que eu fujo ou me escondo a cada dificuldade.

Você tem que (realmente PRECISA) entender que eu só tento ser a melhor inspiração possível para dois diamantes que ainda estão sendo lapidados.

Você tem que compreender que tento ser, não melhor ou pior que o pai que todos pensam ser ideal, mas que eles saibam que o progenitor que aqui escreve, da maneira dele, tenta ser o papai mais coerente do mundo.

Não quero que você entenda que sou perfeito, o melhor ou alguém que não sou.

Só quero que enxergue que sou, fui e sempre serei eu mesmo. Com meus erros e meus acertos, sempre serei eu.

A diferença agora é que sou um eu diferente. Sou um eu que tenho dois outros eus. Duas raízes que serão influenciadas pelas minhas escolhas. Duas continuidades da minha personalidade.

Então, se você tem que me criticar, que faça da maneira mais coerente possível. Pois é isso que faço todos os dias às 04:47h quando abro meus olhos e declaro mentalmente: “Começou mais uma batalha. Faça o seu melhor. Alguém merece isso. Alguém espera por isso. Não os decepcione.”

E não os decepcionarei. Mesmo com mais erros que acertos.

Assim espero.

Um dia dos namorados diferente

12/06/2018 - Hoje obtive um prazer indescritível.

Enquanto a maioria esmagadora das pessoas lotavam lanchonetes de bairro, cinemas, motéis, restaurantes chiques, eu estava obtendo um dos maiores prazeres da minha vida.

Que eu agarro relativamente bem vocês já sabem. (E isso é verdade. Minha modéstia não deixa mentir.) Porém que eu poderia desfrutar do prazer de jogar com uma Equipe Paraibana de Futebol de 5, era brincadeira.

Primeiro gostaria de falar do mais importante: do talento dessas pessoas. São tão talentosas que não consigo chamá-las de PCD, Baixa Visão, deficientes.

Começando que elas enxergam muito mais do que nós. Elas são amáveis, cúmplices, irmãos não de sangue, parceiros (isso realmente emociona). Segundo que o nível apresentado é altíssimo! (A Paraíba é referência no esporte.) Terceiro minha satisfação que tive de aprender com eles. Seja nas regras ou nas estratégias. Muito obrigado! Em quarto minha atuação que não poderia deixar de passar em branco. (Claro.) Em quinto meu agradecimento todo especial ao técnico Leilson, que chamamos de Léo, pela dedicação e amor pelo o que faz. Obrigado, professor. Sua ação é altamente respeitável! 
Enfim, numa tentativa de resumo, tento propagar que o meu dia dos namorados não foi à luz de velas, à luz de holofotes, à luz de lâmpadas. Meu dia dos namorados foi à uma luz que emana de dentro pra fora.




Uma luz chamada respeito.

O capítulo 1

Bom, senhoras e senhores, como dito no post anterior, vamos tentar fazer esse espaço virar um "livro virtual".

Um livro tem por características básicas falar de um mesmo assunto/história e separados por capítulos para um melhor entendimento.

Sei que alguns de vocês não estará dentro do que considero ser o público alvo para qual escrevo. Sendo assim, inicio pedindo desculpas. Porém entendam que a culpa não é minha. O público que não está adequado à linguagem.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer (sem usar aquela frase formal) que todos os personagens são fictícios e todas as pessoas, lugares e momentos são de criação única e exclusiva minha.

"A vida imita a arte" ou "A arte imita a vida"? 

Vi a data da criação do primeiro capítulo e me surpreendi: 7 de julho de 2014. Pode parecer coincidência, mas não acredito mais no acaso.

Sete do sete de dois mil e catorze, que por sua vez é duas vezes sete.

A data por si já fala demais. Minha afinidade com o Se7e já foi explanado em outras oportunidades. Caso tenha alguma curiosidade, me procura. Agora vamos falar do que temos pra falar.

Lembro-me que acordei com calor, ainda escuro e com uma ideia na cabeça.

Liguei rapidamente o computador, abri o Word e começou a digitar o que vocês lerão a partir de agora.

Boa sorte e espero que gostem.

O relógio de pulso falsificado que tanto gosta marca 12:06h. Observa que a pulseira preta está descascando um pouco na parte de baixo. Nada muito sério. Já o display branco com detalhes em vermelho permanece em ótimo estado. Lembra-se bem do dia que o comprou. Custou R$45,00 e pediu ajuda de Jocasta para a escolha.

Volta a olhar pra rua e imagina se o ônibus irá demorar muito mais. Gostaria de chegar cedo para olhar sua rede social favorita. Estava ansioso pelo final de semana que está por vir. A festa que todos falam é amanhã.

Após três minutos, a linha 506 se aproxima. Ele faz sinal, entra no ônibus, paga sua passagem e agradece por não estar lotado. Acomoda-se, verifica mais uma vez a hora e imagina se o dia será proveitoso. As finanças não andavam bem.

Cayo era um rapaz de feições brandas, simpático e bem comunicativo. Sempre de bom humor, conquistava com facilidade a atenção dos que estavam ao seu redor. Possuía 1,79 m de altura e 81 kg bem distribuídos. Nem gordo, nem magro - ao menos era assim que se via. Um cabelo loiro, curto e olhos castanhos claros davam aspecto de ter menos anos do que realmente tinha. Sua pele branca mostrava com frequência bochechas ficando rubras. Afinal, era tímido para algumas coisas.

Contraditoriamente, Cayo se sentia pouco a vontade quando o assunto era uma possível candidata à paixão. Tinha perdido a quantidade de vezes que precisou explicar para seus amigos que, mesmo com todo o seu jeito brincalhão e extrovertido, tinha dificuldades em conquistar alguém. Eles sempre riam dizendo que aquilo era desculpa esfarrapada para não tentar nada com a menina mais bonita da rua, do bairro ou da escola e o chamavam de fast. Uma ironia de como era lento para esse tipo de coisa.

Havia criado uma autodefesa durante a adolescência depois que flagrou seu melhor amigo enamorando-se com a menina que sempre desejou.

Fábio era como um irmão para Cayo. Estudavam juntos, dormiam juntos, brincavam juntos, aprendiam juntos. Mesmo sete anos depois, ainda magoava lembrar aquela festa de aniversário que tinha feito para seu quase irmão. Ver ela nos braços de Fábio sem ninguém saber que ali estava a garota com que sonhou durante todo o ensino fundamental foi uma das decepções amorosas mais marcantes. E dolorosas.

Durante o trajeto para o trabalho, Cayo vai recordando a fatídica noite e não mais presta atenção no caminho.

Recorda como foi comprar o presente, encher os balões, alugar os freezers, estocar a comida, limpar e arrumar o salão, convidar os amigos. Ele não tinha pretensão alguma de naquela noite se declarar, mas nunca teria imaginado que sua amada tinha um presente surpresa para Fábio. Seu amigo gostou, e muito. Porém Cayo lembrava-se apenas de Tróia e seu cavalo. Foi recobrando como aquele presente foi tão saudável para um e tão doloroso para outro. Um autêntico presente de grego. Riu ao imaginar o cavalo de Tróia pegando fogo no meio da festa e os convidados saindo correndo dali como formigas de um formigueiro.

Saindo de seus devaneios, verifica que está próximo de saltar do coletivo. Pega sua mochila, a põe nas costas e se prepara para descer.

O relógio informa que faltam 29 minutos para iniciar mais um dia de trabalho. Tempo suficiente para ver quem tinha falado com ele e checar o que de interessante tinha acontecido em sua ausência. Se assim houvesse.

O ônibus para.

Saúda o motorista sorrindo, verifica se a carteira está em seu bolso e entra no mar de gente que circula torrencialmente durante o meio-dia pelo centro da cidade.

Fumaça, cheiros, vozes, esbarrões parecem acometer Cayo nos segundos seguintes ao pôr o pé no chão.

Sempre pedindo “Com licença!” e um eventual “Desculpe-me!”, vai subindo a galeria para chegar à loja de eletrodomésticos que trabalha.

Após quatro minutos de disputa por cada centímetro quadrado de chão, Cayo chega e saúda todos ali presentes. Dá um abraço caloroso em Jocasta e a lembra que no intervalo quer combinar algo relacionado à festa de amanhã. Ela confirma animada enquanto ele sobe as escadas para trocar de roupa e registrar o ponto.

Como era de costume, a primeira coisa que Cayo faz ao entrar na sala é travar a porta e ligar o computador. Mesmo com toda rigorosidade, ele sempre conseguia uma forma de acessar as redes sociais do desktop da empresa.

Altera o IP, abre o browser, edita algumas configurações de proxy e voilà: a página da rede social demora um pouco, mas é carregada.

Enquanto troca a roupa, vai colocando seu usuário e senha.

Ao colocar a camisa, sua cabeça fica presa na gola no momento que a página inicial mostra que há quatro mensagens não lidas.

Endireita-se, ajeita os borrões da farda, senta na cadeira, pega o mouse e avalia as quatro rapidamente.

Uma era de Fábio dizendo que passará na sua casa para irem juntos à festa, outra de uma amiga que apenas respondeu a despedida da conversa matinal, uma de um colega mostrando um vídeo supostamente engraçado - ele ria de quase todos, porém quase todos eram velhos para Cayo - e a mensagem mais recente. Essa chamou sua atenção.

Um perfil desconhecido tinha deixado um recado bem simples, mas curioso: “ola Caio podemos nos conhece?”.

Cayo odiou aquela mensagem.

Havia tantos erros ortográficos numa só frase que a primeira coisa que pensou foi na MID.

Durante o ensino médio, Cayo tentou convencer professores, alunos e docentes que a internet viria para acabar com tudo. Não só com a língua, mas com a cultura, os relacionamentos e a sociedade. A evolução humana estagnaria aí.

Inicialmente, por sua maneira radical de ver as coisas, foi completamente rejeitado. Porém, com o avançar dos anos e a propagação da grande rede por todos os lugares do planeta, a teoria que a tecnologia viria para atrapalhar mais do que ajudar foi impulsionada pelas pessoas não instruídas acessando as redes socais. Então Cayo criou um bordão que foi um marco na sua escola de conhecimento científico: Maldita Inclusão Digital.

Mais uma vez a MID chegava para atrapalhar.

Normalmente Cayo apenas ignoraria a mensagem, sairia da sua conta, marcaria o ponto de entrada e iria trabalhar. Entretanto, algo chamou sua atenção.

Um pequeno quadrado verde no canto superior direito da foto do perfil indicava que aquela pessoa estava online. Verificou o horário que a mensagem havia sido enviada e notou que faziam apenas seis minutos.

Refletiu alguns segundos, olhou o nome e a foto do perfil e fez algo que iria mudar completamente a sua vida.

“Oi, Phernandda.” – digitou sarcasticamente Cayo – “Podemos sim. Por que não?!”.

Fernanda Carla possuía apenas uma foto acessível para não amigos em sua página da rede social. Uma imagem de um cabelo longo ondulado de um belo tom dourado que pela qualidade da foto e ângulo, sugeria que era dela mesma.

Cayo sempre errava o nome da pessoa de propósito quando erravam o seu. Era uma maneira de fixar sua personalidade, destacar seu Y, prolongar a conversa e discursar sobre a única coisa que não poderiam tirar dele. Sempre dizia: “- O seu nome é tudo. Podem tentar te derrubar, te denegrir e te humilhar. Muitos vão conseguir, mas se isso manchar seu nome, você precisará se erguer, se enaltecer e ser humilde. Podem te tirar tudo, mas nunca tirarão seu nome.”.

Olhou mais uma vez para como “Phernandda” tinha ficado estranho e riu sozinho.

Alguns segundos depois, a rede social mostra que a pessoa do outro lado começa digitar algo. Ele aguarda a resposta e vê que aquilo ali, como geralmente acontecia, não iria levar a lugar algum.

Duas interrogações aparecem na tela de Cayo: “??”.

Após outros segundos surge: – “Vc ta onde pode vim aq?“.

“Estou aqui.” – Responde um Cayo sempre brincalhão. – “Posso ir aí sim. Diga a hora.”.

Ele já havia dito isso várias vezes pra várias pessoas diferentes e tudo nunca passou de blefe. Cayo sabia que mesmo que tudo convergisse à favor, ele nunca iria conseguir se encontrar com alguém desconhecido sem antes passar horas, dias, semanas se conhecendo melhor.

Depois de longos três minutos sem resposta, ele resolve ir trabalhar. Afinal, eram 12:52h.

Quando está movendo o mouse para desconectar-se da rede, aparece que Fernanda está digitando alguma coisa.

A curiosidade foi inevitável.

Demora mais tempo do que gostaria, mas a mensagem era divertida e inusitada.

“Cayo. Desculpa em dobro primeiro por ter errado o seu nome e segundo por esta te incomodando. Meu nome e Fernanda e moro na aldeota. Ja ouvi falar muito de voce na verdade estava conversando sobre voce ainda agora. Fui toma banho e deixei minha vizinha no computador quando vejo que ela foi falar com voce. Ela e uma pirralha muito inxirida e fica falando coisas com os outros sem nem conhece. Ainda bem que cheguei antes de voce pensa q sou tarada. Da outra vez foi quase caso de policia. rs Desculpa de novo. Bjos.”.

Confuso, Cayo aguarda.

Cayo desprezou os erros básicos de português, deu algumas gargalhadas e desistiu do seu logout.

Aproveitou os poucos minutos que faltavam para começar sua jornada e digitou rapidamente.

“Tudo bem, Fernanda. Também peço desculpas pelo seu nome exótico. Não que tenha ficado feio, mas Fernanda é muito mais bonito. :P” – Cayo sempre colocava um emoticon para deixar o papo mais simpático. Ele também se comunicava bem na internet. – “Ah! Que legal. Quer dizer que você é minha vizinha? Também moro na aldeota. Mas me fala uma coisa. Estava falando o que de mim? Espero que coisa boa.”.

Enviou e aguardou a resposta.

Como Fernanda estava demorando, ele continuou.

“Diga isso da sua vizinha não. A coitada tem nem culpa de você ter deixado o sociwork aberto. rsrs” – Cayo quis perguntar como foi o caso que precisou envolver a força policial, mas ficou quieto. Isso seria um assunto futuro.

O sociwork era a maior rede social do mundo. Milhões de pessoas interagindo 24 horas por dia. Possuía fotos, vídeos, chats, portais, notícias, conferências. Sua chegada veio pra revolucionar a maneira como a sociedade interagiria. Pessoas passavam muito mais tempo em frente aos computadores e celulares do que dormindo ou com a família.

A proporção que o sociwork tomou passou ser uma contradição ao seu nome. A palavra sociwork provinha de social network, rede social em inglês. Porém, as pessoas passavam a se socializar cada vez menos. Jovens saíam em grupos, mas não largavam seus aparelhos móveis com acesso à internet. Era comum encontrar rodas de amigos em shoppings, praças, escolas, todos calados e digitando freneticamente naqueles pequenos quadrados com visor de LCD. Namorados nem de mãos dadas andavam mais, apenas seguravam seus equipamentos e achavam que estavam interagindo adequadamente com a sociedade moderna.

A opinião de Cayo ficava cada vez mais irredutível: a MID veio destruir a essência da comunicação.

Entretanto ele não era hipócrita ao afirmar que a internet só trouxe malefícios. Apesar da cultura e costumes irem morrendo gradativamente, conseguia ver que manter contato com amigos e conhecer novas pessoas estava mais fácil. Até paquerar se tornou menos difícil pra ele. O problema é que ele descobria da pior maneira possível que num encontro não há nenhuma tela separando duas pessoas.

“Obrigado Cayo. Nao sabia direito o q era Phernandda na hora mais depois eu ri muito.” – Responde Fernanda. – “Eu sei q voce tambem mora aqui. Minha amiga so fala de voce. O tempo todo. E ate chato. rsrs”.

Cayo quer saber quem tanto fala dele para Fernanda, mas já está na hora de trabalhar. Mesmo com uma vontade imensa de ficar e matar a curiosidade, diz que depois entra em contato. Primeiro o dever, depois o lazer, brinca ele. Pega o número de telefone dela, informa que às 17h estará de volta e que ela não vai esconder nada na próxima conversa.

Despedem-se, ele reconfigura o computador, registra o ponto eletrônico e desce pra mais um dia de trabalho.

Enquanto conta os degraus, Cayo pensa no seu último relacionamento e como a ferida ainda estava exposta. Acredita que o tempo de cicatrizar está chegando.

Um sorriso bobo salta de seus lábios. Algo singelo e simples.

Encontra Jocasta ao pé do último degrau.

- Mas vejam só quem está apaixonado. – Brinca ela com um risinho amigável. – Nem me contou nada, mocinho.

- Que apaixonado o quê, Jó?! – Sobe um rubor às bochechas de Cayo e ele abaixa a cabeça. – Nada a ver. Só acho que chegou a hora de voltar a sorrir.

- Você está quase correto, Cá. – Jocasta põe as mãos nos ombros dele olhando carinhosamente em seus olhos. - Seu erro foi achar que existe um momento de parar.

E aqui acaba o capítulo 1.

O que acharam? Simples, né?! Vai ficar melhor. Garanto.

Notaram que não tem título? Vocês verão porquê em breve.

Aguardem.

Não dá mais...

Não dá mais...

Não dá mais para ter o que não se pode ver.

Não dá mais para esperar pelo o que não vai chegar.

Não dá mais para materializar o que não se pode sonhar.

Os dias passam como o gotejar de um óleo negro espesso que demora meses para uma única gota se desprender do seu escape. As vozes não passam de um sussurro manifestado pela tempestade que se prepara para devastar o que for possível lamber com seus incontroláveis ventos. A luz parece não possuir força suficiente para transpassar os gases da atmosfera e chegar ao solo levando calor aos que tanto aguardam.

A vida já não é como definiam os sábios.

Energia, movimento, matéria. Apenas estática.



Um vácuo completa o paradoxal pensamento de que o tudo está cheio de nada. Antíteses se misturam aos pensamentos concretos. Uma confusão de ideias faz com que a máquina já não produza discernimento.

Se a inércia se mostra contrária à lógica, não se oponha aos devaneios. Aplique-se no que pode metamorfosear.

Mesmo que os ciclos resistam à ideia do inevitável, não enumere o infinito. Os deuses que estão aprisionados em sua umbra se incubem disso.

Palavras são ventos. Ventos fortes. Ventos incontroláveis que devastarão tudo que conseguir lamber com sua peçonha.

Sentimento de resignação não deveria te acompanhar. Não deverias parar de lutar. Não deixem te amordaçar. Grite. Se liberte. Se proteja do vento. A tempestade ainda não passou.

Quando passará? Não saberás. Quem detém essa informação é egoísta o suficiente para ancorá-la no inalcançável.

Do pó viestes. Ao pó voltarás? Muito provavelmente. Mas não agora. Agora é tempo de refugiar-se no bunker que você mesmo projetou para nunca utilizá-lo.

Um abismo cíclico te atrai como a gravidade prende os mundanos ao chão. Esse peso no peito não é a lei da gravitação universal. É simplesmente o receio do desconhecido. Não temas. A tempestade ainda não começou.

Como seguir? Prosseguir? Não saiba. Só siga. Mesmo que te digam que não dá mais.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo

O Flamengo é isso!
Um dia está no céu, outro no inferno.
É tudo muito intenso. Não há meio-termo. Ou é oito ou oitenta. Os que não aguentarem que corram!

O Flamengo é tudo!
Quando ganha não faz mais do que obrigação, quando perde é o pior time do mundo.
Tem a síndrome de ganhar de time grande e perder de time pequeno.

O Flamengo é paixão!
Paixão que move uma nação. Que faz loucos pipocarem por todos os cantos do país, demonstrando suas irracionalidades em prol de ver sua equipe correndo atrás da esférica.

O Flamengo é amor! E que amor!!
Um amor que não duvida do que sentimos. Que dá aquele solavanco no peito quando ouvimos o hino. Que choramos quando alcançamos a tão sonhada conquista. (E a tão dolorosa derrota.) Que nos faz debater sobre profissionais milionários incapacitados de resolver uma equação do segundo grau, mas que põe a pelota num local estratégico como que com as mãos.
Um amor que não tem como mensurar. Que arrepia a pele. Que acelera o coração. Que faz o eterno conflito "razão x emoção" ser o maior dos clichês.

O Flamengo é isso!!
É tudo ou nada. É agora ou nunca. É aqui e agora. O Flamengo faz parte de mim. O Flamengo sou eu.

Mano Menezes pode até ter te abandonado. MAS NÃO TE ABANDONAREI NUNCA!!! POIS SEJA NA TERRA, SEJA NO MAR, CONTIGO ESTAREI!!!
E contigo vou estar!
Ontem, hoje, amanhã. Sempre.

Domingo, 22/09/2013, teremos mais um encontro. Esse pessoalmente. Sob novo teto, sobre novo solo, mas com a torcida apaixonada que nos faz a maior do Brasil.
A Arena Pernambuco que nos aguarde. Iremos ver o maior espetáculo da Terra: O Clube de Regatas do Flamengo.
Eu, mais uma vez, na sua presença. Não será a primeira e nem a última, pois uma vez Flamengo, SEMPRE FLAMENGO!!!



Agradecimento de Aniversário

Boa noite, meus lindos queridos.

Primeiramente gostaria de agradecer a todos os parabéns. Seja em pensamento, seja em SMS, seja por Whatsapp, seja por mensagem no Facebook, seja por postagem no mural, seja por telefonema, seja por presença, seja por intenção.
Saibam que sem vocês, sem cada pensamento positivo, sem cada intenção de agradar, sem cada desejo de felicidades e muitos anos de vida, eu não seria nada, nem ninguém.
Quero agradecer "oficialmente" todas as pessoas que desejam o bem para mim e à minha família. Quero que saibam que vocês são demais!! Sem mais, nem menos. Sem vocês sou um pouco menos eu.

Quero agradecer também a três pessoas que fazem da minha vida uma viagem mais completa.
Mara Monteiro por ser toda a mãe que você é.
Sempre falo de você com emoção, sempre falo que você é minha heroína, minha mãe, meu pai, meu tudo. Mãe, você é minha inspiração. E que me desculpem Michelangelo e Da Vinci, mas a perfeição chegou aí e parou.
Gostaria também de agradecer a melhor esposa do mundo: Drica Baunilatte. Que me atura todo o santo dia, me recepciona quando chego tarde e me beija quando saio cedo. Sem ela, não sou nem tão King assim.
E agora, chega o momento mais emocionante e verdadeiro desse pequeno e singelo post.
Gostaria de agradecer ao meu pequeno tesouro, Augusto Felippe. Que nem sabe que existo, mas já faz tanta festa quando chego do trabalho... Que não faz a mínima ideia que estou emocionado ao escrever sobre ele, mas já fala "Papá, papá" quando quer chamar minha atenção. Que grita como se não houvesse amanhã quando apareço na janela pra fazer surpresa após fingir que estou escondido. Ele é meu tudo!! Minha vida, meu ar, meu mundo.

Quero agradecer também, toda saúde que Ele designa aos meus entes queridos. Seja família, amigos, colegas.

Finalizo agradecendo o carinho de todos (como se fosse um artista famoso de Hollywood :#). Saibam que vocês são muito importante para mim. Que essa data possa se repetir por milhares e milhares de anos e que eu possa sempre, com muita sanidade, dizer: Muito obrigado.