Blog do KinG

Mais uma vez CPM 22

As #fotos tem um hiato de cerca de 12 #anos.

E, pra você que olha despretensiosamente, é algo como qualquer outra.

Mas essas #imagens nutrem algo que pra você é banal e pra mim primordial, que é o que um fã tem pelo seu ídolo.

Quando era pré-adolescente @cpm22 despertou curiosidade em mim. E, desde então, nutro uma vertente para com essa banda.

Então, hoje, depois de exatos, 12 anos, poder olhar no olho de @fbadaui e poder dizer: "Te falei! Estaria aqui de novo!" o segurança galego pedir pr'eu sair e Badauí dizer que lembra de mim... Isso não tem preço!

O show em si foi um espetáculo!

Irretocável!

Algumas pessoas até falam que me viram "agitando" a turma.

De qualquer forma, essa apresentação vai me marcar como o show que fiz com que o passado se tornasse presente!

E espero continuar com a magia!

Obrigado, @cpm22!

Poema sobre o amor

Imagino que mais de 90% de tudo que tem escrito aqui no Blog tenha vindo dos meus dedos.

Quando há algo que não tenha sido da minha autoria, eu faço o devido destaque.

Ouvi esse poema, procurei as fontes, mas não tenho certeza da origem.

De qualquer forma, é preciso deixar o registro dessa maravilhosa passagem pela área do amor.

Do amor verdadeiro.

Do amor que é fogo que arde sem se ver. Que é ferida que dói e não se sente.  Que é um contentamento descontente...

Você entendeu. Hihi!

Bom, pra se ser feliz com alguém, é preciso ser feliz consigo mesmo. 

Então na busca do amor pleno, vamos tentar nos amar.




"Eu estou sozinho, ninguém pode viver por mim. Você está sozinha, ninguém pode viver por você. Mas, o amor pode nos salvar disso, porque dentro da minha solitude a tua presença e a tua existência me tornam maior, mais alegre, mais potente, mais feliz.


E quando a solidão surge, porque ela é inevitável, mesmo para quem encontra conforto na solitude, às vezes vem a solidão. E quando ela surge, quando eu olho pra dentro de mim e me encontro perdido, a tua presença e a tua existência me protegem das angústias e me dão forças para encarar as angústias da existência com mais alegria, com menos tristeza, com mais força, com menos dor, com mais coragem.


Não porque nós somos metades, mas porque nós somos maiores juntos. Tua presença e a tua existência me tornam maior, me tornam melhor em mim mesmo. Tua presença e a tua existência são tão poderosas, ao ponto de tornar as angústias da minha solidão suportáveis e quem sabe até insignificantes.


E se, um dia, você for embora eu ficarei triste, claro, por não ter você por perto, mas eu também ficarei sereno e tranquilo, porque eu sei que graças à sua presença e à sua existência, eu me tornei alguém melhor.


Porque toda vez que eu me lembrar de você, junto com a saudade, virá também alegria e gratidão, por ter tido o privilégio de ter a minha solidão protegida por alguém tão grandioso, como você.


Pena que não durou mais, mas se é longe de mim que agora a tua solidão está mais protegida, que a tua existência está mais plena, que a tua vida é mais potente e alegre, então, só me resta respeitar e tentar me alegrar por saber que você está melhor. Porque você não é uma extensão de mim, você não é minha metade, você é você, inteira! E quanto mais inteira, quanto mais plena, quanto mais potente e grandiosa em si mesma você estiver, mais feliz eu também estarei, mesmo longe."

Se7e do Se7e 2022

Ahhhhhh!, o número Se7e. 

Se eu não te conhecesse há tanto tempo, diria que é uma perseguição.

Por que essa ligação comigo é tão forte? Qual a razão pra seres tão próximo? O que tu tens comigo?

Quero entender. 
Quero deixar de lado a mística. 
Quero andar lado a lado contigo.

Se no ano há, no mínimo, 12 encontros contigo, PORQUÊ, LOGO NO ÚNICO DIA SINGULAR, TU ME ARREBATAS DESSA MANEIRA?!

Ainda não sei, mas não é de hoje.

De qualquer forma, o dia 7/7/2022 será eternamente especial.

Será o dia mais importante do ano! 

Se7e do Se7e.




O dia que, finalmente, esteves em meus braços.

Seu corpo pequeno ao meu lado, seu sorriso tímido no escuro, seu cheiro grudado em meu colchão, sua forma de demonstrar carinho, seu toque suave em meu rosto, seu jeito de colocar o travesseiro debaixo da cabeça pra repousar, o teu calor na minha cama, tua respiração baixinha que fiquei horas sentindo lentamente com medo de dormir e achar que estava em um sonho, reverberando junto sentindo tua alta temperatura junto a mim...

Cada detalhe!

Cada nuance!

Cada movimento!

Teu aroma, teu toque, teu gosto...

Seus pelos, seus sinais, seus centímetros... 

Cada ínfimo acontecimento. 
Cada específica alteração. 
Cada batida de coração. 

Aqui, nesse exato instante, sem ti, sem você, sem ninguém, o quarto parece tão frio, tão escuro, tão mau! 

E olha que eu amo o número Se7e. 

Contudo, estou aprendendo que nem tudo são flores. 
Nem tudo é como um conto de fadas. 
Nem tudo é como uma pessoa diminuta que queiramos chamar de MINHA!

E tudo aconteceu no dia Se7e! 

Logo no dia Se7e.

Do Se7e.

As vezes ainda acredito em coincidência.

As vezes sei da força do destino.

As vezes entendo que o acaso esteja influenciando na jornada da vida. 

Porém, as vezes, principalmente quando o Se7e está presente, vejo que 1,59m, ou 1,60m de altura (sempre arredondando pra mais) ocupa muito mais espaço num coração puro do que eu julgaria ser suficiente.

... 

Ah!, o dia Se7e... 

Lua distante

Você...

Por enquanto sempre você...

--

Alice acordou, me deu um beijo e abriu a janela.

Perguntou empolgada: "Papai, você viu a lua?!"


Eu: "Vi sim, amor."

Ela: "Você viu como tá grandona?! Ela tá linda!"

Eu: "Vi sim, amor. Vi sim."

Ela: "Papai, por que não me falou nada?!"

Eu: "Porque a lua tem mais segredos do que a Branca de Neve poderia contar."

Ela: "Mas a Branca de Neve fala com a lua também?!"

Eu: "Acho que não, amor. Só com os animais mesmo."

Ela: "Então o que tem a ver ela estar grande e ter segredos?!"

Eu: "Porque ela linda e grande, assim me lembra alguém. E esse alguém tem um grande poder. Tão grande como falar com os animaizinhos, como a Branca de Neve."

Ela: "Ah! Eu quero ser igual a Branca de Neve e falar com a lua."

Eu: "Fala, amor. Fala com a lua."

Ela: "Ela tá longe, né?!"

Eu com olhar distante: "É... Muito longe."

Ela: "Mas a gente pode ter a Branca de Neve pertinho. É só fingir que nossos amigos são os anões."

Eu: "Sim, mas pra nem tudo a gente pode fingir sobre as coisas".

Ela: "Faltam alguns meses pro dia das crianças. Eu queria conhecer a sua Branca de Neve."

Eu: "Amor, minha Branca de Neve não fala com anões, não tem príncipe encantando só faz a lua ser bonita mesmo."

Alice: "Então é por isso que a lua está tão bonita."

Tive que concordar com ela.

--

Fechei a janela e coloquei-a pra dormir.

Ela dormiu.

Eu quase.

Mas ainda... penso na lua.

E no que você me disse.

Dificilmente terei retorno quanto a isso.

De qualquer forma a lua, realmente, faz referência às pessoas bonitas.

Memórias

"O ar era úmido, denso, pesado.

Estava muito escuro para distinguir tudo ao primeiro olhar.

Enormes estantes iam do chão até onde a vista alcançava. Tantas quanto conseguia contar. Se perdiam num emaranhado de prateleiras e gavetas.

Recordava-se vagamente do local, mas ao andar por entre os corredores pouco iluminados reconheceu onde estava: dentro da sua própria cabeça.

Caminhando lentamente absorvendo a informação, lembra o que significa aquele local.

"Não estou só dentro da minha cabeça. Estou no local das minhas memórias."

Olhando mais atenciosamente começa a distinguir esferas dispostas por todas as partes. 

Cada uma com uma luz leitosa dentro espiralando tranquilamente.

"Por que estou aqui?"

Aproxima a mão da esfera mais rente a si e uma alegria súbita invade seu ser antes de entender o que continha naquele círculo brilhoso parado à frente.

Um mar se abriu! Calor, cheiro de sal, areia em seus pés!


Remove a mão rapidamente com o coração saltando. 

Não lembrava que ir à praia trazia uma sensação tão forte de felicidade.

Curioso, avança a mão até, finalmente, encostar no globo.

"Vem! Corre! Você não me pega!"

Tinha 4 anos, corria desesperadamente atrás de um colega que tinha feito há poucos segundos enquanto brincavam de castelo de areia quando uma onda desajeitada derrubou as torres da guarita.

O mar estava calmo, andorinhas voavam baixo. Se viu correndo. E correu. Correu sorrindo. Correu com o peito cheio de ar marinho. Correu, correu e correu.

Soltando a mão da clara esfera em azul, lágrimas chegaram aos seus olhos. Uma energia em seu peito trouxe uma sensação de nostalgia estupenda.

Quando pensou em voltar algumas décadas no tempo novamente, sua visão periférica mostra uma luz vermelha à direita de onde estava.

Uma esfera, semelhante a que acabou de levá-lo à praia brilhando com um intenso tom rubro.

Caminha até lá rapidamente sem prestar atenção aos outros círculos ali dispostos.

Essa parecia mais viva que as demais. Era um vermelho forte, intenso, como fogo!


Intrigado, aproxima-se e estica sua mão para ela.

Frações de segundos após a aproximação, veio a sensação.

Uma dor lancinante envolve seu peito, seu coração, sua razão.

Um borrão de imagens corre por sua vista tão rápido quanto a adrenalina corre por suas veias e tudo, enfim, se torna claro.

Um grande sofá cinza se materializa. Dois corpos estavam ali dispostos deitados, próximos um ao outro.

Tão próximos quanto a física permite.

Ela era pequena, branquinha, cabelos pretos longos, nariz afilado, boca diminuta, delicada, cheirosa, risonha.

As sobrancelhas eram bem feitas, mesmo sem maquiagem, seus lábios estavam avermelhados, sua face tinha cor. Era muito bela!

Ele ali se sentia seguro, nos braços dela. Ela estava com uma roupa leve, de um algodão macio. Tinha um perfume suave, doce. Sentia o corpo flutuando a cada suspiro lento com ela em seu peito.

Um televisor passava um filme prestigiado. A trilha era calma, ritmada, amorosa. Ecoava pelo cômodo e chegavam aos seus ouvidos tão audível quanto as batidas dos corações dos dois que reverberavam de forma síncrona. 

Consegue ouvir uma pergunta sendo cantarolada: ♪ Tell me something, girl! 
Are you happy in this modern world? Or do you need more? ♫

Apesar de clássico, ele nunca tinha assistido o longa. Tentava prestar atenção a cada detalhe, mas a concorrência era forte.

O sorriso dela ressoava de maneira clara, meiga, acalentadora.

Seu cabelo solto, liso, fino grudava em sua face.

Seus dedos se entrelaçavam numa mescla de carinho e respeito.

As mãos em seu peito.

Um olhar quente, olhos castanhos penetrantes, tímidos, famintos sorriam de volta.

Contemplando aquele olhar encabulado, conseguiu prever os próximos passos.

Ela posicionou o cabelo de maneira desajeitada atrás da orelha, escondeu o sorriso acanhado, as maçãs do rosto róseas e perguntou finalmente após um pigarro pra limpar a garganta: "O que foi?!"

Com olhos brilhando e um notável tom de nervosismo na fala, ele se pegou pronunciando alto: "Não foi nada. É que você é muito linda!"

O coração aos saltos e a respiração dificultosa o fez voar de volta com todas as sensações de cheiros, sons, luzes misturando e fundindo-se em sua mente.

Quando acordou não sabia bem se tinha dito de maneira límpida, se era coisa da sua cabeça ou se a esfera da memória o tinha pregado uma peça.

A única coisa que sabia é que aquela memória ainda estava muito viva.

E muito doída."

Dia das Mães - 2022

Mãe...

Desde antes de nascer, você já cuidava de mim.
Hoje eu nem o que eu seria sem ti.

Quando maio chega, meu coração festeja.

Não que por ti eu seja grato apenas por um mês.
É que posso explodir de #amor todo de uma vez.

Gosto de dizer que mãe é uma função vitalícia.
Porém, com gratidão e carinho se torna uma delícia.

Mãe é significado de carinho, cuidado e amor.
Com ela ao meu lado até esqueço o que é dor.

Mãe, encontrei uma forma de dizer em poucas palavras que te amo.
E diariamente reforço: Você não é só minha mãe um dia no ano.

As rimas são simples, foram digitadas há pouco, mas foram de coração.
Se eu pudesse te dar alguma coisa, queria te dar todo o meu mundão.

Uma flor, um chocolate ou um abraço nunca pagarão todo o meu dever.
Mas uma coisa te garanto, seria um enorme martírio viver sem você.

Feliz dia das mães.
Não só antes, depois ou agora.

Mas hoje, todo momento, toda hora.

Te amo! ♥






A inveja tem sono leve

Bom, pessoal, tenho algo importante pra compartilhar com vocês.

Quando a gente chega à fase adulta, escuta que a inveja tem sono leve, que a gente não deve falar muito das nossas coisas pra ela não acordar. Porém, em gestão de pessoas, a gente vê que é preciso comemorar nossas conquistas. Todas elas! 

Então, vou ficar no meio termo: Vou comemorar, mas não vou gritar muito alto. A inveja está por aí.

Falo isso porque quero vir comemorar com vocês uma grande conquista. (A maior financeira da minha vida!)

Há 8 anos, quando Alice nasceu, eu tive que pensar no bem estar dela e do irmão e assim investi num veículo. 




Um carrinho básico, sem direção-hidráulica, sem trava automática, sem vidro elétrico, sem som, sem alarme, sem muito aconchego, mas com muito amor. 

Financiei em 5 anos. Era o que dava. Porém, quando estava no quarto ano, houve um acidente que o levou a Perca Total. (Esse período foi horrível, mas passou. Sou muito grato aos meus amigos mais próximos que me ajudaram demais nesse momento.)

Faltando 1 ano para quitá-lo, dei entrada em um outro carro, o que estou hoje, o que me garante segurança e deslocamento saudável pra mim e minha família. Porém, financiei por mais 4 anos.

Falo tudo isso porque agora, finalmente, depois de longos 8 anos posso dizer que o carro não é do banco. Que é meu. Fruto do meu suor.

Pra você pode significar pouco ou menos do que relato, mas pra mim, depois de quase uma década, ver um bem ter o meu nome, é algo que considero grandioso.

Esse sou eu. O que comemora das menores às maiores conquistas da vida. 

E vou continuar comemorando. Seja um ponto, um gol, um jogo ou um carro, uma casa, uma empresa. 

Mas, amigos, se vale a dica, comemorem discretamente. A inveja tem sono leve.

15 anos de Magazine Luiza

30/11/2021 – 15 anos de Magazine Luiza.

O ciclo é deveras significativo.

Minha jornada está comemorando Bodas de Cristal.

Toda vez que vai se aproximando a data, me sinto empolgado, saltitante, animado. É como se renovasse tudo que há 15 anos, minha cabeça imaginou ser.

Para entendemos melhor, vamos à minha primeira (e ÚNICA) entrevista de emprego.

--

30/11/2006 - 17:33h.

Uma jovem com camisa florida nas cores verde e preto, saia e sapatos chiques portando uma pasta com vários documentos nas mãos se aproxima com um sorriso radiante e saúda:

- Boa tarde! Você que é o Felippe?! 

Balanço rapidamente a cabeça de forma positiva e ao mesmo tempo em que me levanto, estendo a mão de maneira recíproca para trocarmos um simpático aperto de mãos.

- Me chamo Flávia. Sou a psicóloga e você foi recomendado para uma entrevista de estágio aqui, não foi isso?

A tranquilidade dela me deixa à vontade. Imagino que consegui esconder bem as mãos trêmulas e um suor frio que brotava das palmas minutos antes.

- Sim. Meu amigo Thiago me indicou e falou para eu vir aqui, esperar na recepção que iriam me chamar.

Ela assente com a cabeça e continua.

- Ótimo! Você pode me acompanhar, por favor?

Indicando uma sala à esquerda da recepção, vou caminhado ao seu lado com o coração empolgado, saltitando.

- Felippe, como estamos no fim do ano e as vendas estão indo muito bem, todas as nossas salas de reuniões estão ocupadas no momento. Teria algum problema em fazermos nossa entrevista aqui?

Percebi que estávamos num local claro e silencioso. A entrada para a “Sala de Reuniões” tinha cadeiras almofadadas dispostas umas para as outras com um centro amontoadas de revistas. Caras, Isto É, Veja.

Elas me encaravam dando boas-vindas e ri da chamada de uma das capas: “Os poderes do Cérebro”, gostaria que o meu fosse superpoderoso em breve.

- Não. Sem problemas. Por mim está perfeito.

- Pois, pode sentar-se  – recomendou Flávia – teremos alguns minutos de conversa. Aceita um café?

Recuso prontamente. Até então não era um dos maiores fãs da iguaria brasileira.

Ela senta-se de frente pra mim, abre a pasta, seleciona minha ficha, confirma alguns dados e começa de maneira sutil.

- Felippe, fale-me um pouco sobre você. Conta o que você gosta de fazer nas horas vagas, o seu dia-a-dia. Fique à vontade.

Foi legal conversar com ela. Falei sobre como gostava de jogar futebol com meus amigos, de como o curso de redes era puxado (naquele momento Cálculo I me tirava do sério), contei que jogava vídeo-game num bom nível, sendo convidado para um clã norte-americano! Expliquei superficialmente como funcionava um clã e como surgiu “King_Champion”.

Depois dela rir quando contei que era atribulado soletrar ao telefone meu e-mail de maneira bem enfática para o povo entender, ela avançou.

- Felippe, como comentei, estamos no fim do ano e precisamos muito de uma pessoa com responsabilidade, ética e técnica para a vaga. Você teria disponibilidade para trabalhar à noite? Você poderia trabalhar alguns sábados no mês? E domingos?

Nessa hora achei interessante a perspectiva de trocar o Domingão do Faustão por uma sala de computadores e perguntei quantos domingos no mês?

Ela me explicou que apenas alguns por ano e assenti.

Perguntou se eu consumia bebida alcoólica, qual a minha religião, se ia à igreja e quando que eu poderia começar?

Fomos conversando e nos acertando. 

O tempo voou.

- Bom, Felippe, acho que por enquanto é isso. Muito obrigado pela sua disponibilidade e gostei da história do King, viu?!

Rimos e falei que era bem mais stressante do que engraçado falar para a atendente da Oi que “King” de rei era com “K” e não com “Q”.

Despedimos-nos e perguntei se eu poderia dar tchau ao meu amigo, pois ele estava trabalhando no horário.

Ela me indicou o setor dele.

Subi, fui falar com o mesmo e um telefone tocou ao meu lado. 

Ele indicou que eu atendesse, estufei meu peito puxei o gancho do telefone e proferi da melhor maneira possível: “Lojas Maia, Felippe, Boa noite! Em que posso servir?”


-

Hoje, 15 anos depois, muita coisa mudou. 

Estou debutando.

Depois de tanta coisa, de tanto amadurecimento, de tantas histórias, uma coisa que não muda é que continuo com a mesma alegria de sempre.

E isso, amigos, espero conseguir renovar pelos próximos 15 anos.

E contando.

#15Anos #Debutante #Magalu #MagazineLuiza #VemSerFeliz #Work #WorKING #Job #Trabalho #AbraceONovo

O último dia de Diego Armando Maradona

25/11/2020 - O último dia de Diego Armando Maradona.

Amado por muitos.
Odiado por poucos.


O futebol é o esporte mais popular do planeta por inúmeras coisas. Uma delas é a capacidade de criar lendas.


Maradona foi responsável por apimentar a rivalidade e gerar o maios clássico do futebol. O Brasil x Argentina só é o que é graças ao Dieguito. Temos que ser gratos!

Não só por isso, pois seria pouco. Ou pelo show que deu ao conduzir sua seleção ao bicampeonato mundial. Ou por sua irreverência, classe e astúcia. Mas também por sua camaradagem e fidelidade com os seus.

Confesso que ao receber a notícia fiquei sentido, reflexivo, imerso por alguns minutos digerindo a informação.

Porém, quando vi que o meu ídolo sentiu o impacto, me veio forte.

Perdemos uma das peças mais importantes do esporte mundial.

Você pode até não gostar do Maradona, mas os gênios sempre serão assim: magníficos, atemporais e únicos.





Descanse em paz, Gênio.

Que agora estejas devolvendo e descansando naquela que talvez seja sua maior peripécia. Que agora estejas nas mãos de Deus.

Final Libertadores 2019

"Se convives com um flamenguista eu já vou logo te avisando: o estado de espírito dele vai mudar!!!
 
...
 
Se és flamenguista respire fundo, tenha calma. A História costuma dar páginas às grandes equipes.
 
Se não és flamenguista, desejo do fundo do coração que um dia sintas o que estamos sentindo."
 
 

#ForçaFlamengo

O futebol não é só o esporte mais popular no seu bairro, na sua escola, no seu país. É em todo o globo. 
A redonda, seja ela de couro sintético, seja de um conjunto de trapos rasgados, gera milhões de cifras, milhões de partidas, milhões de emoções. Porém, antes de tudo, gera milhões de sonhos. 



Hoje o dia é de luto. Sonhos foram arrancados dos corações de jovens quando estavam tão próximos de concretizá-los. Um incêndio os arrebatou para perto do Pai. 

Sou completamente apaixonado por esportes. Envolvo-me mesmo. Não consigo me sentir inatingível quando acontece algo do tipo. 
O que aconteceu há pouco no Rio me fez lembrar a tragédia com a Chapecoense. 


Não é só futebol.  
São vidas, sorrisos, sonhos. 
Não consigo me sentir isento de emoção ao usar de empatia com os envolvidos. As famílias de luto, os amigos perdidos, as histórias interrompidas. 
Penso que não poderão mais voltar pra família, rir de uma piada, correr atrás da bola com vontade, comemorar cada conquista... 
Eram jovens, crianças, filhos, amigos. 


Não é só futebol. Nunca será apenas futebol. 
De todos que poderia acontecer, aconteceu com o Flamengo. Logo o Flamengo. 
O Flamengo que tanto amo, tanto traz pra mim, tanto me engloba. 
Estou triste. 
Meus sinceros sentimentos aos envolvidos. Que cada mãe sinta-se abraçada por mim e cada amigo sinta um aperto de mão caloroso de um flamenguista que escreve de longe, mas com afeto. 
Com licença do time rubro-negro, hoje o Flamengo está apenas com uma cor.  
O negro do luto.

U. S. Open 2018

E, depois de tantas dúvidas, Novak Djokovic definitivamente está de volta!!! Nole conquista pela terceira vez o Aberto do Estados Unidos e volta a figurar entre os maiores da história do tênis.

Numa final quente apesar do resultado fácil de 3x0, Novak venceu o argentino Juan Martin Del Potro por 6/3, 7/6(4) e 6/3 se torna o terceiro maior jogador de todos os tempos levantando seu décimo quarto Grand Slam. (Tá bom! Deixemos o texto jornalístico pra lá. Quero é emoção!) Agora é muito fácil falar que ele é bom ou que ele merece, mas ainda não consigo esquecer quando proferiram que ele deveria se aposentar, que já era ou já deu.

Agora posso gritar pra todo mundo que O CAMPEÃO VOLTOU!!! E não só pra alegrar meus finais de semana porque parece que Augusto já tomou gosto pela coisa.


Obrigado, Novak.

Que venha, muito mais recordes. (TE CUIDA, ROGÉRIO E RAFAEL!)

Golden Masters - Todos os Masters 1000

Há muitos anos venho acompanhando tênis. Dizem que foi durante a era Guga que comecei. Porém, estão equivocados.

Comecei a acompanhar a bola amarela na época dos duelos entre Sampras x Agassi. Contudo, isso é pauta para um post muito maior à frente.

Desde sempre os números e os feitos é o que conta: todos os Grand Slams, todos os Grand Slams com ATP Finals, todos os Grand Slams com Finals e medalha olímpica, todos os GSs com Finals, medalha olímpica e Davis... e por aí ia.

IA!

O feito é tão espetacular que durante todo esse tempo, ninguém sequer cogitou a possibilidade. Só que hoje, HOJE foi o dia.

Depois de 5 vice campeonatos, o terráqueo mais mortal deu um dos maiores passos para conquistar sua imortalidade. Conseguiu o que durante toda a existência do tênis não era cogitável.

NOVAK DJOKOVIC VENCEU TODOS OS MASTERS 1000!!! O feito por si só é tão absurdo que vou encurtar o post para não deixar transparecer mais ainda minha paixão.



Concluo dando os parabéns pro tenista mais completo que já vi pisar no planeta habitável do sistema solar.

Não!

Tenho mais.

Não dou apenas os parabéns, mas agradeço imensamente por fazer meus domingos mais felizes.

Te agradeço profundamente, Novak. @djokernole

Parabéns, campeão.

Wimbledon 2018

Há semanas, quando a possibilidade começou passar de ínfimos pontos percentuais, só uma música (uma das minhas favoritas), vinha à cabeça: "Foram-se os dias, manhãs, tardes e noites a esperar". Porque esperei. E esperei muito!

Em meio à críticas, questionamentos e dúvidas. Muitas dessas totalmente destrutivas.

Lia e ouvia algo bem doloroso: "Lixo!", "Está na hora de se aposentar!", "Esse já deu o que tinha que dar!", "Agora só falta enterrar!". E isso me doía. Me machucava de uma maneira que as palavras não serão capazes de reproduzir. 
Se é tão ruim, por que a destaco? Porque é preciso entender o que é superação!

Dores, cirurgias, recuperações, críticas, mudança total de comissão, questionamentos internos, falta de confiança... Isso tudo não foi suficiente para nos afastar de você, Novak. Pelo contrário!

Hoje, enquanto todos falavam da final da Copa do Mundo, eu só pensava em uma coisa: Wimbledon.

Não consegui dormi, sonhei com o título, sonhei conversando com Nole.

Ansioso levantei.

Durante o jogo, roí o resto dos poucos pontos de unha que me restavam.

A final em si não foi o que a maioria consideraria uma final de Wimbledon. Mas eu, mesmo fazendo parte do todo, não penso como tal. Eu queria o título, o tetra, a consagração. E ela veio.

Veio com um sorriso de Novak e um berro engasgado há mais de 2 anos. Um grito que fala pros críticos virem. E virem com força! Porque, mesmo com todos os julgamentos e palavras destrutivas para o sérvio, mesmo com tudo contra e só uma pessoa distante, num estado pequeno de uma região esturricada de um país tropical, eu não o abandonarei.

Nem antes, nem agora, nem nunca. Porque, me desculpe o Flamengo: Uma vez Novak Djokovic, sempre Novak Djokovic.

Parabéns, campeão.


Bird Box

Por onde começar?

Bom, vamos às plataformas e conhecer um pouco mais sobre mídia.

A Netflix é uma mídia fechada. Assim como a TV por assinatura. Como característica em comum, elas têm um público mais "esclarecido". Sendo assim, vamos avaliar como uma pessoa do público da Netflix.


O filme não tem liga, sabor, molho! Não tem nexo, contexto, enrendo! Não se sabe se é drama, aventura, suspense, comédia... (Não. Não consegui rir nem um pouco.)

A película tenta por duas horas (DUAS HORAS!) prender a atenção do expectador, tirar seu fôlego ou despertar sua curiosidade. Se vai conseguir uma das três coisas, fica a critério de cada um.

Se fosse há 20 anos, em Tela Quente e num feriado, teríamos um número expressivo de pontos de audiência. Mas estamos no terceiro milênio! Numa plataforma totalmente inovadora, mas que tem medo de mergulhos mais profundos. Não a toa traz uma famosíssima atriz para o papel mais importante. Porém, Netflix, me perdoe, nem a atuação razoável de Sandra Bullock salva qualquer coisa próximo de assistível de Bird Box.


A fotografia e o som quase deixam a nota próximo da média, mas por falta de tempero e fidelidade ao que um mundo colapsado exige, leva um 4.3.

Se eu recomendaria pra algum amigo?! Só pra dois tipos de amigos. Os que são muito próximos ao ponto de entender uma trollada de perca de 2 horas em frente a uma tela ou praqueles que deixariam eu assistir novamente. Só que dessa vez, com uma venda nos olhos.

Fim da Copa do Mundo 2018

49:57 minutos.

Eu vestido com camisa, bandeira e chapéu do Brasil. Gritando, incentivando, usando toda energia e fé que possuía no momento.

O Brasil estava sendo eliminado. Ninguém mais tinha esperança. Mas eu tinha!

Não por mim, mas por duas pessoas das quais fiz acreditar que o impossível é real!

Um fio de nada que ainda me fazia crer no inacreditável. Mesmo que a mente berrasse que não dava, não queria acreditar. Porém veio.

Acabou o jogo.

Meus filhos olhavam pra mim esperando uma reação. Uma das mais belas e empolgantes existentes. Só que não houve. Não tinha energia.

Abaixei a cabeça e chorei. Chorei de maneira discreta. Singelo. Como um duque.

Só que Alice cometeu o equívoco de me abraçar. Aí já era.

Chorei! Chorei muito! Como um bebê.

E por quê?! Porque a copa não era minha. Não a detinha. Não a possuía.
Mimos comprados, hino aprendido, expectativa criada e ela não veio.

E chorei.

Eu que fiz questão de dizer pra eles de maneira lúdica o que aquilo poderia representar, a potencialidade que tudo aquilo tinha e agora não a temos... Foi difícil. E chorei mais.
Porém, como tenho que ser um bom pai, tive que me conter.

Me levantei, enxuguei as lágrimas, expliquei que em 4 anos nós iríamos lutar de novo e que papai estaria treinando pra mais uma batalha.

Foi aí que eu o vi.

Uma oportunidade de dar esperança!

Não que seja uma figura nossa. Mas eles o veem como grande herói.

Menor que papai, é claro.

Mas a foto com o Homem-Aranha me faz crer que, para meus filhos, a copa é para super-heróis.

Em 4 anos tiramos a dúvida.

Até lá, deixemos eles brincando de serem felizes.

Eu também tento.

E enquanto eles sorrirem, eu serei.


Meus erros e meus acertos

Não é porque sou homem que não posso chorar.

Não é porque não tenho preconceito com gays ou lésbicas que sou homossexual.

Não é porque rejeito o que você quer que sou careta.

Não é porque tenho amigos que precisam se esconder atrás de produtos ilícitos que sou um drogado. Quem REALMENTE me conhece sabe bem disso.

Não é porque gosto de acordar tarde nos finais de semana que sou um desocupado. Só Deus sabe a carga de responsabilidades e stress durante os dias úteis que me fazem acordar às 04:47h e só me dá oportunidade de ir repousar às 23:13h.

Não é porque converso com várias pessoas do sexo feminino que sou um cafajeste.

Não é porque tenho vários amigos que não posso me sentir sozinho.

Não é porque sou fiel a Deus que não posso me sentir perdido.

Não é porque contagio felicidade que não posso me sentir triste.

Não é porque você está lendo esse desabafo que preciso enviar indiretas pra alguém. Apenas estou demostrando que estou cansado de ser taxado do que não sou.

Não sou vagabundo, não sou galinha, não sou drogado, não sou arrogante, não sou nada.

Sou apenas um qualquer que tenta seguir sua vida sem ter que entrar ou corroborar com os padrões da sociedade moderna.

Se eu tiver de acordar tarde aos finais de semana, que me deixem dormir até quando achar que é necessário.

Se eu tiver que passar horas conversando com alguém vazio, fútil, que me deixem descobrir que aquela pessoa não me acrescentará nada.

Se eu tiver que ver mais amigos perdidos pelas armadilhas do mal do século, que eu continue enxergando que não preciso disso pra mascarar minha infelicidade.

Se eu tiver de me sentir perdido, que me deixem ouvir Deus falar comigo de dentro pra fora. Deixem que minha fé mova montanhas.

Agora não me taxem do que não sou.
Tenho meus defeitos, você tem os seus. A diferença é que você nunca me ouviu (nem ouvirá) proferir palavras que te façam desacreditar em você mesmo. Nem questionar o seu correto ou o seu errado.

Não me digam o que sou ou o que deixo de ser.

As minhas responsabilidades são minhas. Os meus defeitos são falhas inerentes à minha pessoa. As minhas qualidades você também pode usufruir, mas elas são minhas e de mais ninguém.

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Nunca fugi ou escondi minhas obrigações. Talvez a maneira que queira executá-las não seja a que você considere hábil. Porém, não cabe a você, nem a ninguém, mensurar se o que eu faço ou deixo de fazer é coerente.

Cabe a você entender ou tentar (espero que ao menos tente) entender que eu não sou a melhor pessoa do planeta. Nem que eu quero demostrar uma perfeição irreal. Nem que eu fujo ou me escondo a cada dificuldade.

Você tem que (realmente PRECISA) entender que eu só tento ser a melhor inspiração possível para dois diamantes que ainda estão sendo lapidados.

Você tem que compreender que tento ser, não melhor ou pior que o pai que todos pensam ser ideal, mas que eles saibam que o progenitor que aqui escreve, da maneira dele, tenta ser o papai mais coerente do mundo.

Não quero que você entenda que sou perfeito, o melhor ou alguém que não sou.

Só quero que enxergue que sou, fui e sempre serei eu mesmo. Com meus erros e meus acertos, sempre serei eu.

A diferença agora é que sou um eu diferente. Sou um eu que tenho dois outros eus. Duas raízes que serão influenciadas pelas minhas escolhas. Duas continuidades da minha personalidade.

Então, se você tem que me criticar, que faça da maneira mais coerente possível. Pois é isso que faço todos os dias às 04:47h quando abro meus olhos e declaro mentalmente: “Começou mais uma batalha. Faça o seu melhor. Alguém merece isso. Alguém espera por isso. Não os decepcione.”

E não os decepcionarei. Mesmo com mais erros que acertos.

Assim espero.